quinta-feira, 27 de abril de 2017

Arena Baré #10: números da décima rodada do Barezão

Momento de reflexão: o BAREZÃO EMPOLGOU

As incríveis 350 pessoas que em media comparecem para prestigiar o Campeonato Amazonense já estavam desanimadas com os jogos. Mas nas últimas duas rodadas apareceu uma briga clara (sem trocadilho) pelo G4. Graças ao Manaus e aos tropeços de Princesa e Fast, a disputa na parte de cima ficou interessante e com uma diferença de um ponto do 3° (Fast) para o 5° (Manaus). É melhor nem tentar cravar nada e só esperar os próximos capítulos, a equipe do blog estuda ir para o estádios nas próximas rodadas, mas por motivos de medo, falta de transporte e horários complicados, a decisão está sendo cuidadosamente pensada.  

Nota de falecimento: É com enorme pesar, que a equipe do Arena Baré informa a morte do São Raimundo Esporte Clube por causas naturais na noite desta quarta-feira (26). 

Nacional 0x0 Princesa 
Rio Negro 2x2 Fast 
Estádio: Arena da Amazônia 
Público: 712
Renda: R$ 5.750,00 

Gols: Leonardo e Rafael Vitor (Rio Negro); Werley, Railson (Fast)

Manaus 1x0 Penarol 
São Raimundo 0x4 Holanda 
Estádio: Ismael Benigno (Colina) 
Público: 174 
Renda: R$ 1.150,00 

Gol: Netinho (Manaus) 

Gols: Ibrahimarinho 3x e Juninho (Holanda) 

terça-feira, 25 de abril de 2017

O outro lado da moeda

O que parecia impossível aconteceu: Dissica Valério, ao menos por enquanto, não é mais o presidente da Federação Amazonense de Futebol. Cláudio Nobre, vice do Fast, assume a presidência interina da FAF.

Alívio? Talvez. Dissica é o símbolo de um futebol amazonense que parou no tempo. Vive das lembranças do passado e de uma série de vexames no presente. Seu substituto, Cláudio, é visto como o "capitão" dos novos gestores do futebol local. Mas falar em renovação ainda é muito, muito cedo.

Vamos aos fatos: há um claro conflito de interesses na nomeação de Cláudio (pela Justiça) ao cargo. Afinal, ele ainda é o vice-presidente do Fast. Também não parece lógico que o diretor de marketing da federação seja outro dirigente de clube: Roberto Peggy, presidente do Nacional. A entidade não deveria ser independente?

                        "Trabalha na empresa FAF, Fast Clube e ACPEA"

A nomeação de Cláudio é momentânea, mas sim, ele realmente é o nome do momento para assumir a FAF mais cedo ou mais tarde. Mas aqui cabe o questionamento: a associação dos clubes (ACPEA), presidida pelo próprio Cláudio, foi um verdadeiro fiasco. Acreditar em mudança ainda parece um pensamento prematuro.

Mas a culpa não é só de Cláudio, claro. Pelo contrário, seu discurso vai de encontro ao que Dissica, Ivan Guimarães e companhia fizeram o futebol amazonense afogar em um poço sem fundo. E se a ACPEA não foi pra frente, é porque os dirigentes locais não possuem maturidade suficiente pra sentar numa mesa e discutir soluções para o futebol amazonense sem pensar apenas no próprio umbigo.

Vamos voltar no passado: quando Dissica assumiu a FAF, no início da década de 90, ele havia acabado de liderar o Rio Negro a um tetracampeonato estadual (1987-1990) que pôs fim a uma verdadeira hegemonia do Nacional. À época, Dissica era visto como uma nova cara, alguém que poderia transformar o futebol local em uma potência. O final nós todos sabemos.

              Você nem era nascido quando este homem virou presidente da FAF

Cláudio assume o posto com credibilidade. Tem seus méritos, claro. Mas enquanto sua imagem estiver associada ao Fast, sempre haverá questionamentos. E o exemplo de Dissica mostra que nosso dever é sempre questionar.

A saída de Dissica, por si só, inegavelmente representa uma grande mudança. É quase a quebra de uma ditadura. Mas ainda há Ivan Guimarães e ainda há um conjunto que parou no tempo. Um contexto que não pode nos fazer cair em uma ilusão.

Não é só a saída de Dissica que vai transformar o futebol do Amazonas. A FAF precisa de uma verdadeira reformulação - e quem sabe o afastamento de seu presidente seja um efeito dominó. Os clubes precisam de gestores de verdade, de gente comprometida com a evolução do nosso futebol. Enquanto o todo desse organismo não mudar, continuaremos onde estamos. Falta credibilidade. Que esse seja o início de uma profunda mudança, e não apenas um consolo em um cenário de abandono.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Arena Baré #9: números da nona rodada do Barezão

O nosso Barezão chegou na sua nona rodada: Lana estreiou com vitória e fez o Manaus encostar no G4, Nacional é o novo líder com Charles decidindo, Marajó do Penarol se isola na artilharia e o São Raimundo levando goleada dentro da Colina. 

Na última edição do Arena Baré, eu tentei fazer um decreto de como seria cada briga a partir daquele momento ate o final do campeonato. E ao fim da nona rodada, tudo que falei já está seriamente comprometido (fico realmente feliz por isso). É muito mais empolgante uma briga de quatro ou cinco times pelo G4 do que uma mera briga para não cair, times se consolidando na parte de cima e ver o São Raimundo se afogar na lanterna. Qual é a graça nisso? Vamos ficar felizes na possibilidade de temos uma disputa nesta fase decisiva do Barezão, é muito mais atraente. 

Alias, como foi difícil achar os números de públicos e rendas, até o fechamento desta edição NINGUÉM sabia informar. É assim mesmo, mas vamos dando aquele jeitinho para que tudo dê certo, ao menos temos os dos jogos entre: São Raimundo x Penarol e Princesa x Fast. 

Agora confere os resultados e números da nossa BL: 

São Raimundo 2x5 Penarol 
Estádio: Ismael Benigno (Colina) 
Público: 322 
Renda: R$ 3.130,00 

Gols: Greg e Gustavo (São Raimundo); Rodrigo Marajó (2x), Clóves, Alex e Edicleber. 

Princesa 1x1 Fast 
Estádio: Gilbertão 
Público: 408 
Renda: R$ 3.170,00 

Gols: Wander (Princesa); Werley (Fast). 

Rio Negro 1x2 Manaus 
Estádio: Ismael Benigno (Colina) 
Público: 365
Renda: 3.280,00 

Gols: Leandro (Rio Negro); Binho e Matheus (Manaus) 

Nacional 2x1 Holanda 
Estádio: Carlos Zamith 
Público: 322 
Renda: 3.130,00 

Gols: Charles, Hudson (Nacional); Romarinho (Holanda) 


Conheça o modesto time do Libermorro Futebol Clube.




Continuando a saga para apresentar os clubes do Amazonas, o Arena Baré chega ao nosso humilde espaço para mostrar um pouco da historia do Libermorro Futebol Clube, carinhosamente apelidado de ''Lili'' é um clube de futebol localizado no Bairro do Morro da Liberdade, fundado por filhos de migrantes nordestinos em 7 de dezembro de 1947. Embora nunca tenha conquistado um título e com o rotulo de time pequeno do estado, ganhou certa simpatia de torcedores de outros clubes que disputavam os torneios locais.

Nas suas primeiras décadas, o tigre disputava grandes partidas no bairro e mantinha uma empolgante rivalidade com o Olaria, time também localizado no Morro da Liberdade. Todos os jogos eram no futebol amador do estado.

Em 1977 surgiu o convite pela Federação Amazonense de Futebol para disputar o estadual, quando o Rio Negro e Rodoviária deixaram o Campeonato. Na época, todo torneio oficial no Brasil precisava ter no mínimo seis clubes, e o Barezão só contava com cinco clubes até aquele momento, a entrada do Libermorro foi necessária para que a competição pode-se acontecer.  

Seu primeiro jogo como profissional foi dia 22 de maio no ano de 1977 contra o Nacional no placar de 0 a 7, passou o campeonato todo sem vencer obtendo a pior campanha daquele ano. E em 1984 realizou seu melhor Campeonato Amazonense, trazendo vários jogadores experientes de fora do Amazonas, derrotando o São Raimundo nas semifinais e chegando ao vice Campeonato Amazonense perdendo o título para o Nacional no Torneio Inicio do Barezão.

Em 1983, o Libermorro chegou a bater dois grandes clubes do Futebol Amazonense, Tornando-se sensação do Campeonato. A campanha foi tão positiva para a realidade do clube, que ficou na quinta colocação do Campeonato Amazonense, essa foi sua melhor campanha na historia. 


Saco de pancada nos anos 90/2000

Nos anos 90, o clube teve uma serie de dificuldades para se regularizar e participar do Campeonato Amazonense, os resultados dentro de campo foram os piores possíveis, o tigre era o chamado ''bonus game'' da competição e não mostrava qualquer resistência. 

Os anos 2000 foi na mesma toada dos anos 90, com muitas dividas e quebrado, o Libermorro se limitou a fazer pessimas campanhas e figurar sempre entre os piores na tabela. Em 2008 participou da Serie B do estadual, mas acabou na última colocação, perdendo todos os seis jogos que disputou, fazendo apenas 3 gols e levando 18.   

Acumulando uma sequência de 33 partidas oficiais sem vencer, obtendo a pior série de resultados dentre todos os clubes do Futebol Profissional do Brasil, o clube chegou a ganhar o título de pior time do Brasil. 

O trabalho na base tinha algumas conquistas e mantendo um bom trabalho. Porem, em 2012, uma série de fraudes foram descobertas e o clube acabou sendo impedido de jogar inclusive uma final do Barezão infantil, recebendo punição de dois anos.

Atualmente não à noticias ou afirmações que o Libermorro voltará aos gramados do Futebol Amazonense.

Fundadores: Beira-Mar, João Santos, João Grande e João Francisco Oliveira. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Caçada aos presidentes

Você já imaginou o Eurico Miranda presidente do Flamengo? Ou o Andrés Sánchez presidindo o Palmeiras?

Não, né?

Só em um lugar isso seria possível: no Amazonas.

Trocar de time é muito mais simples quando se é técnico ou jogador. Em alguns casos existe resistência, mas é comum em qualquer lugar do mundo. No Amazonas então...

Veja, só nesse ano se passaram apenas quatro meses. Tempo suficiente pro goleiro Pablo sair do Nacional, parar no Fast e depois ir pro Rio Negro. O Wanderley começou a temporada no Nacional, foi reprovado nos exames médicos no Fast e acabou no Manaus. E o Aderbal Lana começou a temporada treinando o Nacional, foi pro Rio Negro, depois foi cogitado no Penarol e também parou no Manaus. Ufa!

Mas ser presidente não é um cargo convencional. Você cria, de fato, um vínculo com o clube. Não é algo banalizado. Ou não deveria, porque o futebol amazonense tá aí pra quebrar conceitos.

Veja o Manaus FC, por exemplo, que surgiu de uma dissidência no Nacional. Mitoso era presidente do Leão. Quando saiu de lá, em 2013, liderou o projeto de criação do Manaus. Levou até Giovanni Silva e Mazinho, que também trabalhavam com ele no Naça. Depois disso, o mesmo Mitoso já até mandou o ex-clube tomar no c%$#* publicamente em 2015.

Ai que saudade do meu ex...........


Patrícia Serudo era presidente do Penarol. Dois anos depois, foi parar na presidência do Manaus. Antônio Policarpo, hoje presidente do Tarumã, já trabalhou no Rio Negro e no Libermorro.



Respeitamos a memória de Leão Braúna, mas como não lembrar de quando, no ano passado, o ~empresário~ Henrique Barbosa assumiu a gestão de futebol do Rio Negro? Adivinha quem estava na COLETIVA DE APRESENTAÇÃO junto com os dirigentes do Galo? Leão Braúna. Que, por um acaso, era presidente...mas do Holanda. Daquelas situações que a gente só acredita vendo.

Esse troca-troca expõe um dos grandes problemas do futebol amazonense: o amadorismo começa de cima. Temos bons profissionais nas comissões técnicas e o Amazonas ainda revela bons jogadores, mas quando não há gestão profissional, o fracasso é garantido. O futebol amazonense está num poço sem fundo. Mas se um presidente fracassar na gestão de um clube, ele sempre terá uma segunda chance em outro time. Retrato de um futebol ultrapassado. Quer dizer, pensando bem, isso nunca esteve na moda em canto nenhum.

Manaus será o 8° time que Aderbal Lana assumirá no Amazonas


Olha ele ai de novo. O interminável técnico Aderbal Lana aceitou mais um desafio nesta sua longa jornada de futebol amazonense. Só na atual temporada, Lana já passou por Nacional e Rio Negro. Dessa vez, a velha raposa que a pouco tempo atrás afirmou que daria um tempo para as quatro linhas, repensou sua escolha e irá comandar o Manaus Futebol Clube depois que Igor Cearense deixou o posto de técnico da equipe principal e voltou para a base.

O Verdão atualmente ocupa a quinta colocação do Barezão estando a cinco pontos do G4. Com os olhos abertos para a parte de baixo da tabela e apenas um ponto de diferença da zona de rebaixamento, o Gavião já consegue ver Holanda e Penarol colados no seu retrovisor. 

Mesmo com toda essa dificuldade, o novo comandante não parece está preocupado com uma possível queda, muito pelo contrario, Aderbal Lana garante que chegará às finais do Campeonato Amazonense: ''Vou chegar mais uma vez.'' disse ele. 

Não seria o Lana se não tivesse essas pitadas de pérolas e polêmicas.   

Decreto: Aderbal Lana é o nosso Jose Mourinho BR. Marra e muita conversa nas entrevistas da Velha Raposa, ou melhor... Special One Baré.

Times pelo qual já passou no Amazonas: 

Manaus - (2017)
Nacional - (1985, 86, 87, 88, 91, 2002, 08, 12, 13, 15, 17) 
Rio Negro - (1989, 2016, 17) 
São Raimundo - (1996, 97, 98, 99, 2000, 01, 02, 03) 
Fast - (2006, 07, 09, 10, 11, 14) 
Penarol - (2013) 
Princesa - (2012) 
Sul América - (2011) 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Arena Baré #8: números da oitava rodada do Barezão

Para começar essa edição do Arena Baré, vamos deixar claro as três frentes do Barezão depois de oito rodadas. Podem printar essa tela e me cobrar depois. 

Primeiro: Rio Negro, Nacional, Princesa e Fast lutam pela liderança, isso dificilmente vai mudar. Só podemos esperar qual será a ordem dos confrontos nas semifinais. 

Segundo: Manaus, Penarol e Holanda lutaram para não cair. Minhas esperanças em uma briga empolgante pelo G4 praticamente foram enterradas com o empate no Florão do Penarol e a goleada sofrida pelo Manaus contra o Nacional. (só falta o Penarol perder ponto para o São Raimundo na próxima rodada). 

Terceiro: A saga ''São Raimundo is dead'' entrando na sua segunda fase. Será que o Tufão se juntará a times como: ASA, Operário e Nacional Borbense que terminaram o Campeonato Amazonense sem nenhuma vitória? Vamos acompanhar os próximos capítulos desse drama familiar. 

Se algumas das previsões se concretizar, eu já me sentirei um guru, mas enquanto isso, confere os números da rodada de meio de semana do Barezão: 

Penarol 1x1 Fast 
Estádio: Floro de Mendonça 
Público: 525 
Renda: R$ 4.870,00 

Gols: Robinho (Fast); Marajó (Penarol) 

Holanda 4x2 Princesa 
São Raimundo 0x3 Rio Negro 
Estádio: Ismael Benigno (Colina) 
Público: 427 
Renda: R$ 3.770,00 

Gols: Juninho, Anthony, Marinho e Thiaguinho (Holanda); Weverton e Vander (Princesa) 

Gols: Leandro, Lonardo e Arthur (Rio Negro) 

Manaus 2x4 Nacional 
Estádio: Carlos Zamith 
Público: 239 
Renda: R$ 2.180,00 

Gols: Victor, Jefferson Siqueira, Tiago Bastos e Charles (Nacional); Wanderley e Netinho (Manaus) 

As piores campanhas de times no Barezão (2010-2016)





































Pegando onda nos acontecimentos recentes envolvendo o São Raimundo e sua caminhada rumo a Serie B do estadual sem vencer nenhuma partida. O Arena Baré resgatou os últimos times que fizeram as piores campanhas no Barezão.  

Uma pequena ressalva a quantidade de jogos que se alteram a cada edição. O Campeonato Amazonense muda a formula do torneio e acrescenta ou tira times quase todo ano, é natural que os números não se igualem nas comparações.

Esporte Clube ASA da Amazônia (2010)



O ASA da Amazônia subiu para a primeira divisão do estadual de 2010 depois de fazer uma bela campanha na segunda divisão de 2009. 

Naquela ocasião, o clube contava com jogadores consagrados no cenário nacional como: Valdir Papel (ex Vasco), Marvilla (ex Botafogo) e sem contar com o grande idealizado do clube no ano de 2009, o respeitado projetista Aldenir Kniphoff da Rosa. 

Em 2010, o clube mudou toda a diretoria, perdeu boa parte do seu elenco, perdeu Aldernir e deixou de focar no futebol, resultado: o clube fez a pior campanha da historia do Campeonato Amazonense. 

Depois 13 partidas, o ASA acabou perdendo todos os jogos e amargou um saldo negativo de 45 gols, foi o pior ataque e a defesa mais lavada da competição. 

Os jogos do ASA: 

América 2-1 ASA 
Sul América 4-0 ASA 
Princesa 3-0 ASA 
São Raimundo 4-2 ASA 
ASA 1-3 Nacional 
Compensão 5-0 ASA 
CDC Manicoré 5-1 ASA 
ASA 0-2 Penarol 
Fast 5-0 ASA 
ASA 1-5 Princesa 
Penarol 4-1 ASA
ASA 0-4 América 
ASA 0-7 Compensão 


Sul América Esporte Clube (2011)




O Trem da Colina fez uma fraca campanha no ano de 2011. O clube com muitos problemas financeiros, só conseguiu duas vitórias em 16 jogos disputados. 

Na mesma temporada, o Sul América ainda teve que aguentar as duas derrotas para seu maior rival o São Raimundo. O time perdeu na primeira fase por 4-1 e por 1-0 na segunda fase do Barezão. 

O Sulão amargou um retrospecto de 10 derrotas, um saldo negativo de 21 gols e a pior defesa da competição. 


Os jogos do Sul América: 

Nacional 5-1 Sul América 
Fast 5-2 Sul América 
Operário 3-2 Sul América
Sul América 0-2 Penarol 
Sul América 1-4 São Raimundo 
Sul América 1-2 Princesa 
Sul América 2-2 Rio Negro 
América 1-2 Sul América 
Sul América 2-2 América 
Rio Negro 0-2 Sul América 
Princesa 2-2 Sul América 
São Raimundo 1-0 Sul América 
Penarol 3-0 Sul América 
Sul América 4-4 Operário 
Sul América 0-2 Fast 
Sul América 1-4 Nacional 


Operário Esporte Clube (2012)



Depois de fazer uma boa campanha no ano de 2011, aonde teve o artilheiro do campeonato e chegou as semifinais do primeiro turno. O Operário não conseguiu repetir o feito do ano anterior e terminou com a pior colocação do Barezão. 

A equipe de Manacapuru (interior do Amazonas) figurou na parte de baixo da competição durante quase toda a temporada, pois ainda conseguiu iniciar o estadual de forma empolgante depois de duas vitórias seguidas contra: Rio Negro e São Raimundo. Mas o Sapão acabou não conseguia fazer bons jogos na sua casa (Gilbertão) e consequentemente não conseguia recuperar esses pontos quando jogava na capital.

Somando os dois turnos, o Operário conseguiu 15 pontos, 4 vitórias, 3 empates, 11 derrotas, 20 gols pró, 38 contra e terminando com um saldo negativo de 18.

Jogos do Operário:

Operário 3-1 Rio Negro 
São Raimundo 2-3 Operário 
Operário 0-2 Nacional
CDC Manicoré 2-0 Operário 
Princesa 4-1 Operário 
Operário 2-2 Penarol 
Fast 6-2 Operário 
Holanda 4-3 Operário 
Operário 1-3 Iranduba 
Iranduba 0-0 Operário 
Operário 0-1 Holanda 
Operário 1-0 Fast 
Penarol 2-0 Operário 
Operário 0-2 Princesa 
Operário 1-1 CDC Manicoré 
Nacional 0-1 Operário 
Operário 1-3 São Raimundo 
Rio Negro 3-1 Operário 

Esporte Clube Tarumã (2013)




O Tarumã tem uma boa reputação quando se trata de competições de base, mas o clube não conseguiu levar o sucesso adquirido na base para o futebol profissional. 

Em 2013, o Lobo fez uma parceria bem ao estilo Fonte Boa e São Raimundo (alerta de exagero) quando firmou parceria com a prefeitura do município de Borba, isso depois de explorar muitas outras cidades do interior como: Anori, Nova Olinda do Norte e até Iranduba. 

Os resultados dentro de campo não aconteceram, o time terminou o primeiro turno do estadual sem vencer ninguém. A campanha no returno melhorou, mas não o suficiente para que o clube pode-se brigar por uma vaga nas semifinais. 

O Tarumã terminou o Campeonato Amazonense com 7 pontos, 2 vitórias, 1 empate, 6 derrotas, 11 gols pró e 26 contra e terminando com um saldo negativo de 15. 

Jogos do Tarumã:

Tarumã 1-2 Fast 
Penarol 7-1 Tarumã
Holanda 3-1 Tarumã 
Tarumã 2-2 Iranduba 
Nacional 3-0 Tarumã
Tarumã 2-1 Sul América 
Tarumã 0-1 Rio Negro 
Princesa 5-1 Tarumã 
Tarumã 3x2 São Raimundo

Sul América Esporte Clube (2014) 



E olha o Sulão figurando na parte de baixo de novo. Vamos primeiro voltar ao ano de 2013 do Trem da Colina, que não foi dos piores. Na sua volta a primeira divisão do amazonense, o clube conseguiu uma bela colocação geral ocupando a quinta posição e ficando na frente do São Raimundo. 

Só que assim como em 2011, o Sul América voltou a ser o pior time da competição em 2014. Com apenas uma vitória em dois turnos, o time da Colina acabou sendo rebaixado para a segundona do Barezão. 

O Sul América conseguiu apenas uma solitária vitoria contra o Holanda, 1 empate, 7 derrotas, 4 gols pró, 22 contra e resultando em um saldo negativo de 18 gols. 

Saudades dos anos 90. 

Jogos do Sul América:

Fast 6-2 Sul América 
Sul América 0-2 Fast 
Sul América 0-4 Iranduba 
Manaus 0-0 Sul América 
Sul América 1-3 Penarol 
Nacional 4-0 Sul América 
Sul América 0-2 Nacional Borbense 
Holanda 0-1 Sul América 
Sul América 0-1 São Raimundo

Operário Esporte Clube (2015)




Assim como o Sul América fez seu bi lanterna na década atual, o Operário também ''conquistou'' essa façanha com uma campanha digna de atentado no ano de 2015. O Sapão foi um dos piores times no aspecto defensivo da historia do Barezão levando 64 gols em 18 jogos, Alcançando uma media de 3,5 gols levados por partida. 

Com nenhuma vitória, 1 empate e DEZESSETE DERROTAS, o resultado final não podia ser outro que não fosse o rebaixamento para a segundona. 


Jogos do Operário:  

Princesa 2-2 Operário 
Operário 2-3 Nacional 
Operário 0-2 São Raimundo 
Penarol 3-1 Operário 
Operário 0-4 Fast 
Rio Negro 1-0 Operário 
Iranduba 5-1 Operário 
Operário 1-2 Manaus 
Nacional Borbense 3-2 Operário 
Operário 2-6 Princesa 
Nacional 4-0 Operário 
São Raimundo 4-2 Operário 
Operário 1-4 Penarol 
Fast 7-0 Operário 
Operário 4-5 Rio Negro 
Operário 1-4 Iranduba 
Manaus 1-0 Operário 
Operário 2-4 Nacional Borbense 

Clube Nacional Borbense (2016) 





INUTILIDADE PÚBLICA: o terceiro filho do Nacional da capital (o único do interior), o Nacional Borbense tem como irmãos o Fast e o Manaus. 

Feito o comentário inútil, vamos de mais uma campanha aonde o time não vence e vira o bônus game da competição. 

O Camaleão conseguiu o feito de pegar a maior goleada da década no estadual, ser o pior ataque, a pior defesa, o time com mais derrotas e o único sem vencer. 


Jogos do Nacional Borbense: 

Princesa 3-0 Nacional Borbense 
Nacional Borbense 1-3 Nacional 
Rio Negro 5-1 Nacional Borbense 
Nacional Borbense 0-1 Fast 
Nacional Borbense 1-1 Manaus 
São Raimundo 6-2 Nacional Borbense 
Nacional Borbense 0-3 Princesa 
Nacional 5-0 Nacional Borbense 
Nacional Borbense 1-2 Rio Negro 
Fast 10-0 Nacional Borbense 
Manaus 2-0 Nacional Borbense 
Nacional Borbense 1-2 São Raimundo

domingo, 16 de abril de 2017

Arena Baré #7: números do jogo atrasado da quinta rodada do Barezão

Vamos ao que com certeza será a edição mais ''enchimento de linguiça'' do Arena Baré. E como hoje vamos apenas cumprir tabela, o melhor spoiler que eu posso adiantar é que o Galão da Massa é líder da P#%&@ toda. (O Prestes está feliz)

E para não perder o costume, vamos orar para nossa federação e desejar que não tenha mais nenhum rombo no calendário e nenhuma partida seja adiada.  

Amém! 

Fast 0x1 Rio Negro
Estádio: Arena da Amazônia (Finalmente)
Público: 722
Renda: R$ 6.420,00

Na partida atrasada da quinta rodada, Fast e Rio Negro brigavam para terminar na liderança do primeiro turno do Barezão. Vamos destacar dois lances importantes que aconteceram na primeira etapa: o primeiro, o foi o trash talking bem ao estilo UFC entre o jogador do Galo, Delciney e o massagista do Rolão, chamado carinhosamente de ''litle mouse''. 

O segundo é com certeza toda desenvoltura do menino Diniz ao deixar dois marcadores para trás e tocar numa boa para Leonardo Índio Negro só completar para o gol ao fim do primeiro tempo. 

O segundo tempo foi tão fraco, que nem merece destaque. Mas para honrar o nosso compromisso com você, vamos destacar às críticas do Dinamite, que além de perder vaga no time titular e ter passado à faixa de capitão para o Robinho, o volante cutucou as mudanças feitas pelo técnico Cavalo. 

Com o resultado, o Rio Negro subiu três posições e terminou o primeiro turno com 14 pontos e na liderança do estadual. 

O Fast perdeu chance de se isolar na classificação e estacionou na terceira posição da tabela com 13 pontos. 

O Barezão volta com três partidas nesta terça-feira (18), e com uma na quarta feira (19), validos pela primeira rodada do returno.

Terça-feira
Penarol x Fast (Floro de Mendonça) 16h
Holanda x Princesa (Colina) 19h
São Raimundo x Rio Negro (Colina) 21h

Quarta-Feira
Manaus x Nacional (Carlos Zamith) 20h

sábado, 15 de abril de 2017

Um mito que marca até hoje o futebol amazonense

Um dos primeiros a acreditar no futebol amazonense, treinador do seu time do coração por 53 anos e a família fez do futebol o seu maior prazer. Ainda não sabe quem é?

O nome dele é Amadeu Teixeira. Para saber sobre esse mito, conversei com sua neta Bruna Parente e atual presidente do América Futebol Clube. A história do clube veio de passadas de bola entre Amadeu e seu irmão Arthur, que sempre brincavam e com o passar do tempo à paixão cresceu e o América assim foi fundado.    


Foto: Divulgação


Um dos grandes destaques do clube foi que durante os 53 anos o América sempre foi um calo para os outros times, pois jamais caiu para série B. Só que atualmente os Diabos Vermelhos (sem plagio) estão afastados do futebol profissional.

Conversando com Bruna percebi o quanto Amadeu é importante não só para o futebol amazonense, mas também para o esporte de maneira geral. Ela me contou que seu avô é um dos maiores incentivadores do esporte, sendo o pioneiro em várias outras modalidades, inclusive no futebol feminino. Além do ciclismo e do atletismo. Mas como bom amante dos campos, Amadeu sempre terá o futebol como a maior paixão. 

Agora vivemos uma época que o empoderamento feminino é destaque em diversas áreas. Por isso perguntei da Bruna como ela se sente em estar na presidência do time e como era de se esperar obtive a melhor resposta, rs. 

A mulher que hoje que responde pelo clube, cresceu correndo pelo Vivaldo Lima. Chegou a ir por outro caminho porque diziam que ela era mulher e que não queriam isso pra ela. Mas sabe quem foi seu maior incentivador? Sim, Amadeu Teixeira. Desde 2008 Bruna passou a acompanhar o avô no futebol e em 2010 assumiu a presidência. Ela contou que sofreu bastante, mas o avô sempre deu apoio e incentivo para jamais baixar a cabeça.  
                   
Bruna assim como o Arena Baré vê como é triste que o nosso futebol esteja abandonado e o descaso só aumenta. Os dirigentes não enxergam com paixão, com vontade de ver o time em campo fazendo belas jogadas.  De fazer um bom futebol para seus torcedores. 

Como todo mundo sabe, ou alguma vez na vida passou pela Constantino Nery, já viu a Arena que leva o nome de Amadeu Teixeira. Ao questionar Bruna sobre a homenagem ela me falou que acha justo e a família, como sempre, se sente orgulhosa pelo homem exemplar que é Amadeu. 


Foto: Bruna Parente

Mas ela me falou uma coisa muito importante e que merece destaque, não só Amadeu, mas outros que fizeram parte da construção do esporte no Amazonas deveriam ser mais lembrados. Para que outras pessoas se inspirassem neles.

Durante a entrevista Bruna se emocionou demais, pois para ela o avô é único, é verdadeiro, é honesto, é um exemplo de pessoa e muito mais. A maior vontade dela é poder colocar mais uma vez o América em campo.

Amadeu Teixeira é natural de Manaus. Nasceu em 1926, tem seis filhos, sete netos (e mais quatro de coração) e duas bisnetas.

Fonte: Bruna Parente

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Arena Baré #6: números dos jogos atrasados da quarta rodada

Com um calendário de dar inveja até nos organizadores da Premier League. O Barezão finalmente concluiu sua quarta rodada (antes tarde do que nunca).

Mas vamos falar sobre algo chato antes de apresentar os números: o Arena Baré lamenta muito o que aconteceu em torno da Colina, no jogo São Raimundo e Fast. É uma pena que em uma partida com menos de 300 pessoas tenha cenas lamentáveis entre organizadas, isso é o que o nosso futebol menos precisa em um momento tão difícil que passam os clubes do estado. 

Feito o desabafo, agora vamos para o que aconteceu nas partidas. 

Manaus 2x2 Holanda e Rio Negro 2x3 Princesa 
Estádio: Carlos Zamith 
Público: 369 
Renda: R$ 3.590,00 

Na primeira partida da rodada dupla, a Laranja Mecânica do Rio Preto enfrentou o Manaus City. As duas equipes vivem situações distintas na competição, enquanto o Manaus tenta chegar no G4, o Holanda briga para sair da zona de rebaixamento. A partida teve muita vontade e correria, mas a falta de técnica dos dois times deixavam o jogo feio. O Laranjão abriu o placar com Romarinho depois de bom passe de Thiaguinho (bom nome para dupla sertaneja). 

No segundo tempo brilhou a estrela do mito, do caba homi, da jovem promessa do futebol brasileiro, Ibrahimarinho (sem clubismo). Depois de cobrança PERFEITA de pênalti, o atacante chegou ao quinto gol no Barezão. Mas ai o Holanda deu a famosa ''virjada'' nos minutos finais. O Manaus diminuiu com Netinho de fora da área. Depois do gol, o verdão empolgou e foi para cima, e aproveitando o abafa final, Elton empatou e deu números finais a partida. 

Na segunda partida da noite, Galão da massa e Princesa jogaram pela liderança do Barezão. E o time do interior, que só havia vencido jogando no Gilbertão (Manacapuru) finalmente conquistou uma vitoria na capital. Já o Galo perdeu sua invencibilidade e caiu para a quarta colocação. #Triste 

Os gols do Rio Negro foram marcados por Cristiano (Ronaldo) duas vezes. Os gols do Tubarão foram de Gelvane, Parintins e Vander. 

SÃO RAIMUNDO 0X3 FAST 
Estádio: Ismael Benigno (Colina)
Público: 281 
Renda: 2.560,00

Os reforços vieram, um novo técnico chegou, uma debandada dentro do clube aconteceu, mas tudo isso ainda não refletiu resultados positivos para o ex Fonte Boa e atual Fonte Clara. O Rolão foi amplamente superior ao São Raimundo e venceu com autoridade chegando a vice liderança do Barezão. Os gols do Fast foram anotados por: Greg (contra), Robinho e Cassiano. 

Guerreiras do Hulk vencem Corinthians e permanecem invictas no Brasileirão

Foto: Antonio Lima
Finalmente o Arena Baré esteve em um jogo do maior time do Amazonas na atualidade. E falo sem corporativismo que o Iranduba é o maior orgulho do estado nos últimos anos. As meninas do Hulk sofreram, mas conseguiriam vencer o Corinthians por 1 a 0, com gol de Mayara, ainda no primeiro tempo, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro Feminino da série A1, na Arena da Amazônia.

O duelo das, até então, líderes invictas, não faltou emoção. Foram muitos “uuh” da torcida que, diga-se de passagem, estiveram presente dando muito força para as jogadoras. O Hulk alcançou os 21 pontos, tem a liderança isolada e de quebra é o único invicto no brasileirão. O Corinthians por outro lado perdeu sua invencibilidade e estacionou nos 18 pontos.

O JOGO
O primeiro tempo começou meio morno, nos primeiros 15 minutos, as duas equipes paravam nas marcações e trucavam as jogadas pelo meio do campo. Mas só durou até o passe lindo de Kamilla para Glaucia, que de frente para Lelê, completou com uma linda cobertura, porem, a felicidade só durou até a bandeira subir e o impedimento ser marcado. Essa foi a deixa para o jogo esquentar. O time amazonense ia pra cima com as boas investidas de Kamilla, a atacante era o escape pelo lado direito do Iranduba. Era o duelo do melhor ataque contra melhor defesa, e o ataque do Hulk funcionou. Aos 22 minutos, Djeni encontra Kamila sozinha pela direita, a camisa 11 tocou para Mayara que balançou a rede adversária e levantou os mais de três mil torcedores que compareceram a Arena.

Torcida veio em bom número mesmo com a ''competição'' ingrata da TV. Foto: Daniel Prestes
E, se no primeiro tempo as jogadores em linha deram um show, não seria justo se eu não falasse que o segundo foi a vez de Rubi roubar o protagonismo. As meninas do Corinthians mantinham a posse de bola e tentava furar a forte retranca imposta pelo time da casa. O primeiro lance de perigo do segundo tempo veio do Iranduba, aos 2 minutos, Glaucia arriscou belo chute do meio da rua e quase marcou um golaço. Logo em seguida, Monique também tentou de fora, mas a número um 1 do Iranduba estava atenta e fez linda defesa. O Hulk, que já tinham mudado a tática de jogo, aproveitavam bem a saída de bola e apostavam no contra-ataque. O jogo ia a ficando mais pegado, perdendo velocidade e as faltas iam aparecendo.

Mas e cartão, não teve? Até que teve. No segundo tempo um aqui, outro ali, e um que terminou em pênalti a favor do Corinthians. Quase no apito final, nos últimos suspiros da partida, Karen derrubou Gabi Nunes na área ...? Mas vocês lembram que eu falei que o segundo tempo era o show da Rubi? Pois bem. A própria Gabi bateu e nossa pedra preciosa defendeu. Não teve jeito, a força do Hulk permaneceu.

Foto: Divulgação

PUBLICO E RENDA
O jogo reuniu 3,357 pessoas, arrecadou R$11,570 e isso é um ponto importante, o jogo do Iranduba era na noite envolvendo o rubro negro carioca na libertadores. 

COMPARAÇÃO COM AMAZONENSE
As cinco rodadas duplas somadas do Barezão não chega ao equivalente de pessoas no jogo desta noite. Parece que as meninas cresceram mesmo.

CARINHO COM O TORCEDOR
A partida terminou com as jogadoras, literalmente, abraçando a torcida. Com direito a selfies e pequenos torcedores corintianos correndo pelo gramado para tietar suas jogadoras.

Foto: Daniel Prestes

Ufa! Que jogo emocionante. Parabéns, meninas, pela vitória e pela liderança isolada.