Você já imaginou o Eurico Miranda presidente do Flamengo? Ou o Andrés Sánchez presidindo o Palmeiras?
Não, né?
Só em um lugar isso seria possível: no Amazonas.
Trocar de time é muito mais simples quando se é técnico ou jogador. Em alguns casos existe resistência, mas é comum em qualquer lugar do mundo. No Amazonas então...
Veja, só nesse ano se passaram apenas quatro meses. Tempo suficiente pro goleiro Pablo sair do Nacional, parar no Fast e depois ir pro Rio Negro. O Wanderley começou a temporada no Nacional, foi reprovado nos exames médicos no Fast e acabou no Manaus. E o Aderbal Lana começou a temporada treinando o Nacional, foi pro Rio Negro, depois foi cogitado no Penarol e também parou no Manaus. Ufa!
Mas ser presidente não é um cargo convencional. Você cria, de fato, um vínculo com o clube. Não é algo banalizado. Ou não deveria, porque o futebol amazonense tá aí pra quebrar conceitos.
Veja o Manaus FC, por exemplo, que surgiu de uma dissidência no Nacional. Mitoso era presidente do Leão. Quando saiu de lá, em 2013, liderou o projeto de criação do Manaus. Levou até Giovanni Silva e Mazinho, que também trabalhavam com ele no Naça. Depois disso, o mesmo Mitoso já até mandou o ex-clube tomar no c%$#* publicamente em 2015.
Ai que saudade do meu ex...........
Patrícia Serudo era presidente do Penarol. Dois anos depois, foi parar na presidência do Manaus. Antônio Policarpo, hoje presidente do Tarumã, já trabalhou no Rio Negro e no Libermorro.
Respeitamos a memória de Leão Braúna, mas como não lembrar de quando, no ano passado, o ~empresário~ Henrique Barbosa assumiu a gestão de futebol do Rio Negro? Adivinha quem estava na COLETIVA DE APRESENTAÇÃO junto com os dirigentes do Galo? Leão Braúna. Que, por um acaso, era presidente...mas do Holanda. Daquelas situações que a gente só acredita vendo.
Esse troca-troca expõe um dos grandes problemas do futebol amazonense: o amadorismo começa de cima. Temos bons profissionais nas comissões técnicas e o Amazonas ainda revela bons jogadores, mas quando não há gestão profissional, o fracasso é garantido. O futebol amazonense está num poço sem fundo. Mas se um presidente fracassar na gestão de um clube, ele sempre terá uma segunda chance em outro time. Retrato de um futebol ultrapassado. Quer dizer, pensando bem, isso nunca esteve na moda em canto nenhum.


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