segunda-feira, 29 de maio de 2017

Clássico Pai e Filho: o dia em que o Nacional deu cria


Quem conhece o Nacional Futebol Clube e o Nacional Fast Clube (literal em?) deve saber exatamente onde a história de cada um começa a ser escrita, O que talvez muitos não saibam é que o Fast nada mais é que a cria do Nacional. O paizão hoje tem uma relação pra lá de conturbada com seu filho, digna de uma canção ''Cleanin' Out My Close'', mas com suas devidas diferenças é claro, o Eminem para a mãe, o Fast dedicado para o seu pai. Hoje o clássico vive de suas historias e sofre com a melancólica realidade do presente.  

Parecia que tudo ia muito bem na vila do Leão do Amazonas  até que em determinada Assembleia Geral solicitada pelo capitão do time, zagueiro Rodolpho Gonçalves, o Dr. Waldemar Pedrosa, membro do Conselho Superior do clube, propôs que fosse alterado um dispositivo estatutário que obrigava o atleta a pagar mensalidade de cinco mil reis e sem direito a voto, mudando assim a autonomia e liberdade dos jogadores que não ficaram lá muito animados com a ideia. 

Inconformados com a maneira que o clube vinha sendo administrado, alguns dirigentes do Nacional resolveram desmembrar o clube e criar um novo. Assim nasceu o Rolo Compressor, filho primogênito e unigênito do Nacional, trazendo para a o futebol baré um dos maiores clássicos da história.  

O grandioso Nacional ganhou então um concorrente forte, juntos, os times protagonizaram grandes partidas e chegaram a estar na série A. O clássico costumava atrair um público amplo, a torcida ia em grande número para os estádios, principalmente nos anos de 1970 e 1980, quando teve o seu auge.

Primeiro Clássico:

O primeiro Pai-Filho aconteceu ainda em âmbito amador, em meados de 1932. O confronto profissional veio apenas em 1966, onde o tricolor levou a melhor vencendo por 1x0. 

O maior vencedor: 

Dos 132 duelos disputados pela dupla Nal-Fast, o Nacional levou não apenas o maior número de vitórias como também o maior saldo de gol e a maior goleada da história do clássico. O Leão Venceu 74 vezes, empatou 30 e perdeu apenas 29 jogos. Com o total de 331 gols marcados pela equipe, o Nacional fez história sobre o Fast no dia 14 de junho de 1942, quando venceu por 10x0.

Grandes finais:

As equipes protagonizaram juntas 11 finais do Campeonato Amazonense nos anos de 1964, 1965, 1968, 1969, 1970, 1972, 1976, 1977, 1991, 2007 e 2012.

Sucesso de Público: 

As duas equipes também protagonizaram os principais duelos da Taça Amazonas, que foi sucesso de público e renda nos anos 60 e 70. Ao todo foram 4 finais, onde cada clube conseguiu duas vitórias.


2017

Um clássico permanece sendo um clássico mesmo com anos de história, certo? É claro que sim, mas Fast e Nacional também sentiram o amargar do Futebol Amazonense. 

Pela terceira rodada do primeiro turno, o confronto que antes lotava os estádios, levou para as arquibancadas 904 torcedores, o que foi o maior público do Barezão até o momento, com um detalhe muito importante: a rodada era dupla, ou seja, havia outro jogo, mais torcedores que contribuíram com esse número.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Craque do Futebol Americano conta como superou um dos maiores desafios de sua vida

Quais são os desafios que um esportista pode enfrentar em sua jornada por prêmios, colocações e reconhecimento? Essa pergunta não é fácil de se responder, principalmente, porque sabemos o quanto é difícil conseguir apoio. Mas para o Quarterback do time de Futebol Americano Ajuricaba Warriors, Watson Pontes, 27, o segredo está em nunca deixar se abater por qualquer coisa.

Foto: Watson Pontes
               
O jogador tem uma conexão muito grande com diversos esportes. Watson começou aos cinco anos com a capoeira, já que seu pai é instrutor. O esporte está em sua genética, a mãe do atleta foi campeã nos jogos industriários durante vários anos e seu irmão já chegou a ser cotado para a seleção de vôlei brasileira.                      

Dos nove aos onze anos jogava futebol, até que um dia, em 2001, brincando na rua sofreu um acidente que poderia ter mudado completamente seu futuro. Watson foi atropelado e sua perna ficou sustentada apenas pela pele. Durante o tratamento usou ferros na perna e também fez fisioterapia por cinco meses. Segundo os médicos, ele estava impossibilitado de praticar qualquer esporte. No entanto, com garra foi capaz de voltar a ter uma vida normal. Ele sempre teve força de vontade e nunca gostou de ficar por baixo. E principalmente, não aceitou o que lhe disseram sobre a recuperação do acidente.

Foto: Watson Pontes

Por isso, ''Desistir'' é um verbo que não existe para o jogador, a prova disso é que logo após sua recuperação no fim de 2002, ele ainda foi destaque nos jogos escolares como goleiro de futebol. Watson sempre se dedica ao máximo a tudo que o faz se sentir bem, de certa forma, o esporte é uma das suas armas para esquecer os problemas.

No ano de 2008, ele jogou pela Seleção Amazonense de Basquete representando o Brasil nos Jogos Amazônicos em Iquitos, no Peru. A equipe conquistou o segundo lugar. Em paralelo ao basquete, Watson também jogava futebol americano desde 2006. Ao encontrar mais interação e companheirismo dentro do esporte resolveu se dedicar somente ao futebol americano.


                             Equipe de Basquete no Peru em 2008.

Watson é Quarterback, mas já foi Wide Reciver (WR) da equipe. Ele destacou que luta sempre para ser o melhor no que faz. Hoje, o jogador tem como objetivo levar o nome do time ao topo novamente e se tornar o melhor jogador do ano. Além é claro, de seguir em engenharia e trabalhar no mercado. 


Sobre a equipe

                                    Foto: Facebook Ajuricaba Warriors.

O time de 2006 a 2011 chamava West Tigers, depois adotou o nome de Ajuricaba Warriors. Em seis anos de fundação a equipe já conquistou seu espaço no futebol americano em Manaus, com a participação em quatro finais de campeonato, sendo campeão nas edições de Jungle Bowl, em 2014 e Manaus Bowl, em 2015.                      

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Previsível: todos os jogos da primeira fase do amazonense com público abaixo de mil presentes

Salve, amigos do blog mais charmoso de Manaus City. O Arena Baré aproveita que nesta quarta-feira, (24), acontece os primeiros jogos das semifinais do Barezão, para mostrarmos alguns números que destacaram todo esse enredo na primeira fase. 

Vamos começar com algo mais básico, a tabela atualizada e dessa vez intocável do Campeonato Amazonense. E para quem acompanha de perto, sabe muito bem o por que de falamos que ela agora é intocável, mas para os amiguinhos que caíram de para-quedas no nosso amado espaço e não sabe de nada do que está sendo falado, eu sugiro os seguintes textos do blog: O julgamento do século e O outro lado da moeda

Tabela do Campeonato Amazonense 


Deixando o tribunal de lado, a primeira fase de 2017 foi uma das mais equilibradas dos últimos anos. Até o rebaixado Holanda em certo momento tinha chances de classificação e apenas três pontos separam o sexto colocado, Penarol, do segundo, Fast. 

Se existe algum time que decepcionou, com certeza essa equipe é o Rio Negro. O Galão da Massa terminou o primeiro turno na liderança com 14 pontos, mas assim que Aderbal Lana deixou o comando, o time não foi mais o mesmo. O substituto da Velha Raposa, o técnico Alemão, não conseguiu manter o alto nível do grupo e acabou caindo poucas rodadas antes do fim da primeira fase. 

Media de público 


A primeira fase terminou com uma público total que ocuparia apenas metade da Arena da Amazônia, cerca de 23.555. O jogo que mais levou o público foi na rodada dupla da terceira rodada, no estádio Carlos Zamith, entre Fast e Nacional, Rio Negro e Holanda, 904 prestigiaram a partida naquela tarde de sábado. A média de público total foi de 428,27

Os cinco maiores públicos da 1ª fase

3ª rodada 

Nacional 2x1 Fast 
Rio Negro 1x1 Holanda 
Estádio: Carlos Zamith 
Público: 904 
Renda: 7.980,00 
Despesas: 7.176,00 
Renda Liquida: 803,20 

5ª rodada 

Penarol 0x2 Manaus 
Estádio: Floro de Mendonça 
Público: 790
Renda: 7.500,00
Despesas: 6.343,90
Renda Liquida: 1.156,10

7ª rodada 

Nacional 0x2 Rio Negro 
Estádio: Carlos Zamith 
Público: 779 
Renda: 8.550,00 
Despesas: 5.071,00
Renda Liquida: 3.478,95

13ª rodada 

Rio Negro 2x1 Nacional 
Estádio: Carlos Zamith 
Público: 717
Renda: 7.670,00
Despesas: 4.699,75
Renda Liquida: 2.970,25

1ª rodada 

Rio Negro 2x0 São Raimundo 
Estádio: Ismael Benigno (Colina) 
Público: 696 
Renda: 7.708,00
Despesas: 4.708,00
Renda Liquida: 3.042,00 


domingo, 21 de maio de 2017

Estreias de times AM no Brasileirão da Série D



Desde 2009, o Amazonas persegue o tão sonhado acesso a série C do Campeonato Brasileiro. O mais irônico dessa historia, é que conseguimos esse feito em 2010 com o América, campeão amazonense de 2009 e vice campeão brasileiro de 2010, mas por uma bendita escalação irregular (Amaral), o mequinha acabou perdendo a tão sonhada vaga para o Joinville.

E agora na sua nona edição, os times barés voltam a trilhar essa estrada a partir deste domingo, (21). Os representantes da vez são: Fast Clube (campeão amazonense de 2016) e Princesa do Solimões (vice campeão em 2016). O Tricolor enfrenta o Baré RR, fora de casa, às 17:30h, no estádio Vila Olímpica Roberta Marinho. Enquanto o Princesa começa sua trajetória contra o Real Desportivo Ariquemes, de Rondônia, em casa, às 16h, no estádio Gilbertão. 

E pegando gancho nessas estreias, o Arena Baré decidiu relembrar os primeiros passos dos últimos representantes amazonenses na série D. 


2016- Genus 1x0 Nacional
Estádio: Aluízio Ferreira 
Público: 188 

Gols: Pemaza 

Time do Nacional: Tom, Osvaldir, Tiago Bernardi, Roberto Dias, Carlinhos, Alex Cazumba, Tiago Ulisses, Charles, Esquerdinha, Malaquias e Nonato. Técnico: Vágner Benazzi 

Princesa 0x0 Baré 
Estádio: Gilbertão 
Público: 1033 

Time do Princesa: Rascifran, João Rodrigo, Pastor, Rogério, Gelvane, Cleyton Amaral, Denis, Michell, Randerson Fininho, Weverton e Leo. Técnico: Zé Marco

2015- Náutico (RR) 1x1 Nacional 
Estádio: Ribeirão 
Público: 322 

Gols: Alex (Nautico RR); Junior Paraíba (Nacional) 

Time do Nacional: Rodrigo Ramos, Peter, Mauricio Leal, Robinho, Andrezinho, Denis, Felipe Manoel, Bruno Potiguar, Charles, Danilo Rios e Nando. Técnico: Aderbal Lana 

2014- Santos (AP) 2x1 Princesa 
Estádio: Zerão
Público: 214 

Gols: Everton e Jean Marabaixo (Santos (AP); Branco (Princesa). 

Time do Princesa: Paulo Wanzeler, Magno, Deurick, Lídio, Bruno Oliveira, He-Man, Cleyton Amaral, Flamel, Michell, Branco e Somália. Técnico: Charles Guerreiro

2013- Náutico (RR) 1x2 Nacional 
Estádio: Ribeirão 
Público: 364 

Gols: Eduardo Lima (Náutico RR); Rafael Morisco e Danilo Rios (Nacional) 

Time do Nacional: Jairo, Márcio Abrahão, Rafael Morisco, Ediglê, Wesley Bigu, Erick, Denis, Roberto Dinamite, Danilo Rios, Léo e Felipe. Técnico: Aderbal Lana 

2012- Penarol 1x3 Atlético Acreano 
Estádio: Floro de Mendonça 
Público: 383 

Gols: Fabio Bala (Penarol); Eduardo (2x) e Gesse (Atlético Acreano) 

2011- Nacional 0x0 Vila Aurora 
Estádio: SESI
Público: 905 

Penarol 1x2 Cuiabá
Estádio: Floro de Mendonça 
Público: 515 

Gols: Jesse (contra); Reinaldo e Fernando (Cuiabá).  

2010- América 3x1 Cristal 
Estádio: Francisco Garcia 
Público: 172 

Gols: Charles (2) e Carlinhos (América); Ciel (Cristal) 

2009- Nacional 1x0 Atlético Roraima 
Estádio: Vivaldo Lima (Vivaldão) 
Público: 1732 

Gols: Preto 

Time do Nacional: Delmir, Thiago Brandão, Deurick, Preto, Wilker, Fininho, Sandro, Branco, Vidinha, Kitó. Técnico: Wanderley Paiva 

* Atualizando 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Arena Baré #13 e #14: números da decima primeira e decima quarta rodada do Barezão

Tão atrasado quanto as rodadas do Barezão, ou as coincidências da vida que fizeram o site FAF ter ficado alguns dias fora do ar. O Arena Baré versão dupla sertaneja universitário chega com sua última edição da fase de classificação para o mata-mata.

(ANTES TARDE DO QUE NUNCA). 

Então vamos ajeitar as peças do xadrez para que não haja confusão. O número #13 corresponde à 11ª rodada e o #14 a última rodada. Quem acompanha o blog sabe que o nosso estadual as vezes não respeita seu próprio calendário e como consequência, os colaboradores desse humilde espaço acabam se atrasando, mas vamos tocar nosso barquinho e apresentar logo essa bagaça.

11ª rodada 

Penarol 0x0 Princesa
Estádio: Floro de Mendonça
Público: 523 
Renda: R$ 4.830,00


Holanda 3x1 Rio Negro e Manaus 3x0 São Raimundo 
Estádio: Ismael Benigno  
Público: 346
Renda: R$ 2.960,00


Fast 0x1 Nacional
Estádio: Arena da Amazônia 
Público: 366
Renda: R$ 3.710,00


14ª rodada

Nacional 5x0 São Raimundo 
Estádio: Arena da Amazônia 
Público: 214
Renda: 1.870,00

Princesa 1x2 Manaus 
Estádio: Gilbertão 
Público: NÃO FAZEMOS IDEIAS
Renda: NÃO SAIU NEM NA FIFA

Penarol 3x2 Rio Negro 
Estádio: Floro de Mendonça 
Público: 499
Renda: R$ 4.590,00

Fast 4x0 Holanda 
Estádio: Arena da Amazônia 
Público: 76
Renda: R$ 460,00

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O RIO-NAL


Das 100 edições disputadas do amazonense, 59 títulos foram conquistados pela dupla Rio Negro e Nacional. O clássico conhecido como Rio-Nal, o mais antigo derby amazonense e da Região Norte, o de maior expressão no estado, de uma história centenária, de um lado o Galo (16 títulos), do outro o Leão (43 títulos), ninguém nunca sabe como vai acabar, mas espera-se sempre uma partida intensa, e a vitória certamente é um grande motivo de orgulho, afinal, nada mais saboroso que vencer o maior rival. 

Bom, a introdução foi empolgante não é mesmo? Agora imagina que no passado realmente existia essa euforia e todas essas características realmente faziam sentido.

O clássico atraia multidões, era tão famoso como um Fla-Flu no Rio De Janeiro (guardada as proporções)  ou olhando para o nosso vizinho mais próximo, o clássico Re-Pa. 

Os jogos tinham um amplo interesse do público, era um verdadeiro motivo de orgulho regional. O apelo era tão grande que os torcedores mais velhos se lembram de jogos com mais de 40 mil pessoas na época de ouro do estádio Vivaldo Lima, o nosso vulgo Vivaldão.

Porém com o passar dos anos, mais exatamente no fim dos anos 80, o futebol amazonense infelizmente foi se deteriorando, perdendo a qualidade até chegar nos seus últimos relances, o mais recente, a atuação empolgante do Naça que foi eliminado pelo vasco em 2013, pelas oitavas de finais da Copa do Brasil.


O Nacional (nome utilizado por que no início só aceitavam-se jogadores brasileiros) já frequentou a série A do Campeonato Brasileiro  14 vezes, de 1972 à 1982, 1984 à 1986.

Já o Rio Negro, esteve na primeira divisão do brasileiro 6 vezes, de 1973 à 1976, 1979, 1983.

Primeiro Clássico 

O primeiro Rio-Nal aconteceu no dia 14 de Março de 1914, no histórico estádio Bosque Municipal, valido pelo primeiro Campeonato Amazonense, o nosso Barezão ainda nem sabia andar direito, era apenas uma bebê.

O confronto foi um massacre, o Nacional venceu por 9 a 0 com gols de: Cícero (5x), Paulo (3x) e Cazuza (1x). Segundo historiadores, o Rio Negro tinha uma equipe formada por muitos garotos e que essa inexperiência acabou pesando no resultado da partida.

A maior goleada 

Os primeiros confrontos não foram positivos para o Galão da Massa MESMO. Ainda na edição de 1914, o Nacional voltou a golear, mas dessa vez pelo placar de 12-0, o atacante Cícero voltou a dar show e anotou novamente 5 gols na partida. Os outros gols foram: Linares (3x), Cazuza (3x), Paiva (1x).


No primeiro tempo, o Rio Negro jogou com apenas 9 jogadores, e o curioso, é que com dois jogadores a menos, o Barriga Preta terminou a primeira etapa perdendo por apenas 1 a 0. Já no segundo tempo, o Galão veio com time completo e tomou a lavada de ONZE gols.

A menor torcida que aguente o sol 

Depois que o Vivaldão foi construído, a rivalidade entre as duas equipes só foi ficando mais forte. Inevitavelmente, as duas torcidas não se aturavam juntas, confusões aconteceram e decisões para que cada uma fosse para um canto do estádio acabou acontecendo. Detalhe: o Nacional não pediu permissão e ficou com o lado confortável do Vivaldão, justamente o que não pegava sol e era coberto. Como consequência, o Rio Negro ficou com o lado escaldante do estádio, e quem é do Amazonas sabe muito bem como é QUENTE a nossa cidade. Mas o torcedor do Galão na se intimidou e no fim da historia acabou adotando esse lado até quando enfrentava times com torcidas menores.  

CONFIRA MAIS: Sul América e Amazonas, conheça os dois times com a maior rivalidade do interior 


CONFIRA MAIS: Conheça o clássico Galo Preto 

As três maiores goleadas no futebol profissional

18 de fevereiro de 2012: Nacional 7x0 Rio Negro 

22 de agosto de 1965: Rio Negro 7x2 Nacional

13 de fevereiro de 2005: Nacional 7x3 Rio Negro 

O Rio Negro, em 2017, obteve uma quebra de tabu, que já durava 15 anos, vencendo por duas vezes o clássico. Seu último título de campeonato amazonense aconteceu em 2001. O time em 2016, liderado por Aderbal Lana, apesar de todas as dificuldades, foi capaz de chegar as semifinais, apesar de um elenco envelhecido, que ao contrário de seu rival, não se manteve sempre no topo do futebol amazonense, por vezes foi rebaixado, enfrentou sérios problemas com dívidas, entre idas e vindas de direções amadoras que só fizeram mal a grande historia do clube. 

Desde 1963, o clássico aconteceu 185 vezes, com 73 vitórias para o Nacional, 46 para o Rio Negro, 62 empates. Dos 373 gols, 217 foram feitos pelo time da Vila Municipal, 158 anotados para o Barriga Preta.

Lista de comando: números dos técnicos do Barezão na primeira fase

Arthur Bernardes, Alberone Souza e Sidney Bento. O que esses três nomes tem em comum? Cada um sobreviveu ao cargo na primeira fase do Campeonato Amazonense. Convenhamos, já é um feito a ser respeitado levando em conta o que acontece com os trabalhos sem resultados imediatos no Amazonas. 

Os dois primeiros ainda conseguiram passar seus times para a fase de mata-mata. Já Sidney Bento viu na decisão do TJD a sua equipe ser rebaixada para segunda divisão do amazonense. O irônico é que se o Tribunal votasse a favor da punição, hoje o Holanda estaria classificado para as semifinais do Barezão. 

Por outro lado, o Nacional de Arthur Bernardes acabou salvo de uma eliminação precoce graças ao voto de minerva do ex vice presidente do Nacional e Fastiano declarado, Edson Rosa, Presidente do TJD-AM.

Ao todo, cerca de 13 técnicos passaram pelos clubes do Barezão. Rio Negro e São Raimundo foram os que mais trocaram de comando, cada um acumulou três trocas durante a competição, o que acaba justificando o fato do Galo não ter passado para a próxima fase, e o São Raimundo, nem precisamos falar nada, foram tantos fatores que culminaram no rebaixamento e nem adianta numeramos neste texto.  

Então, já confere essa lista de compras do Arena Baré:  

Aderbal Lana (Rio Negro e Manaus)

Rio Negro: 4 jogos, 2 vitórias, 2 empates e sem derrotas.

Manaus: 4 jogos, 2 vitórias, 2 empates e sem derrotas.

A Velha Raposa passou pelo Nacional logo no começo do ano, mas saiu depois de um jogo e alguns problemas internos e por isso não chegou a iniciar o estadual pelo clube. Com o velho conhecimento que já lhe é característico, o atual comandante do Manaus mostrou que sabe como ninguém os atalhos para se conquistar exito no Campeonato Amazonense. 

João Carlos Cavalo (Fast e Rio Negro)

Fast: 11 jogos, 5 vitórias, 4 empates e 2 derrotas.

Rio Negro: 2 jogos, 1 vitória e 1 derrota.

O Cavalo passou boa parte da competição no Fast. Depois de desgaste com elenco/diretoria, o JCC acabou saindo e partindo para o Rio Negro aonde não conseguiu classificar o time para as semifinais do Barezão. 

Igor Cearense (Manaus) 


Manaus: 9 jogos, 4 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. 

Igor Cearense obteve uma campanha mediana no Manaus com muitos altos e baixo. O comandante acabou substituído por Aderbal Lana, mas continuou no time, dessa vez como auxiliar.


Arthur Bernardes (Nacional) 


Nacional: 14 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. 

Arthur Bernardes chegou logo apos a saída de Aderbal Lana. Com todo o respaldo da diretoria, o comandante chegou com status de ''treinador com experiência em serie A'' e classificou o Leão da Vila Municipal em primeiro no Barezão. 




Outros técnicos: 

Alberone de Souza (Princesa): 14 jogos, 6 vitórias, 5 empates e 3 derrotas. 
Ruy Aparicio (Penarol): 9 jogos, 4 vitórias, 4 empates e 1 derrota.
Sidney Bento (Holanda): 14 jogos, 4 vitórias, 4 empates e 1 derrota. 
Alemão (Rio Negro): 8 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 4 derrotas. 
Donmarques Mendonça (Fast): 3 jogos, 1 vitória, 1 empate e 1 derrota.
Humberto Santos (Penarol): 5 jogos, 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. 
Lucio Braga (São Raimundo): 3 jogos e 3 derrotas.
Eduardo Clara/Delmo (São Raimundo): 6 jogos, 1 empate e 5 derrotas. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

O julgamento do século



Ontem foi o dia da verdadeira última rodada do Campeonato Amazonense. Arena da Amazônia? Não. Zamith? Infelizmente não. Colina? Muito menos. O palco foi um pouco diferente: sede do Tribunal de Justiça Desportiva, no Vieiralves. Em campo, quer dizer, no julgamento, o grande clássico da advocacia futebolística: TribuPai x TribuFilho. O julgamento do século! Quem é OJ Simpson perto deste roteiro?

Infelizmente, o auditório do TJD comporta apenas 51 pessoas. Pela quantidade de interessados, com certeza teríamos um público maior do que qualquer jogo do Barezão. Uma pena que a detentora dos direitos não transmitiu este grande evento, muito menos o site da FAF - que sempre exibe os julgamentos ao vivo, mas que hoje estava fora do ar. HMMMM. PREFIRO ACREDITAR EM COINCIDÊNCIAS.

A salada começou quando o relator tirou nove pontos do Rio Negro, 12 pontos do Nacional e VINTE do Penarol. Olha, aqui na minha terra, 20 pontos custam até a nossa carteira de motorista.

Mas o plot twist ainda estava por vir. Faltava o voto dos relatores. Eram oito, pra ser exato. Ali, ficaria decidido se os times de fato perderiam ou não os pontos. Foi só o início de um duelo cheio de emoção: alternância de votos, viradas no placar...fazia tempo que o futebol amazonense não via um clássico tão equilibrado.

Quando a votação já tava uns 3 a 3, surgiu a grande dúvida: e se terminar empatado? Vai para os pênaltis???

Na verdade não, haveria um VOTO DE MINERVA do presidente do tribunal, Edson Rosas Júnior. Um formato claramente copiado do Big Brother Brasil.

CONFIRA MAISO outro lado da Moeda 

Para delírio da galera, o duelo terminou mesmo 4 a 4. Edson Rosas estava com a bola na marca da cal pra decidir a parada. Logo ele, fastiano de coração e ex-diretor do Fast, mas que também já foi vice-presidente do Nacional.

E para espanto da turma, pasmem, Edson Rosas votou pela ABSOLVIÇÃO. Sim, meus amigos. Existe Lei do Ex até no tribunal!!! E o Nacional, até poucas horas antes rebaixado em penúltimo lugar, agora é líder. Tem retrato mais fiel do que é o Barezão 2017???

Agora que já rasgaram o regulamento, o Barezão ameaça até mesmo as leis mais intactas, como a Lei de Gil. E olha, a rodada de hoje fez tanto sucesso que a FAF já cogita levar as semifinais e a final pro TJD. Tem decisão mais emocionante???

O problema é ter semifinal ou final, já que o campeonato deve parar mesmo é no STJD. Isso poderia ser muito Black Mirror, mas é só o Barezão mesmo. E vamos combinar: aqui no Amazonas, a realidade é MUITO melhor que a ficção.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Os melhores do Barezão nos últimos anos

Com o Barezão de 2017 chegando ao fim da sua primeira fase (consideramos o julgamento uma especie de última rodada), o Arena Baré decidiu relembrar os últimos times a chegarem entre os quatro primeiros do Campeonato Amazonense. 

Já vamos soltando um spoiler que o Nacional e Fast, mais conhecidos como Paizão do ano e filho rebelde, ficaram na parte de cima da tabela em todas as ocasiões de 2010 a 2016, e conquistaram três e um título respectivamente. 

Levamos em conta que de 2010 a 2014 foram disputados a Taça Estado do Amazonas (primeiro turno) e a Taça Cidade de Manaus (segundo turno), e a partir de 2015 foi implantado o formato atual com a primeira fase e mata-mata direto, assim conhecendo o campeão e sem turnos. 



2010

Campeão do 1° turno: Fast

Campeão do 2° turno: Penarol

Classificação final do G4:

1- Penarol
2- Fast
3- Princesa
4- Nacional

2011 

Campeão do primeiro e segundo turno: Penarol

Classificação final do G4:

1- Penarol
2- Nacional
3- Fast
4- São Raimundo

2012 

Campeão do primeiro turno: Nacional

Campeão do segundo turno: Fast

Classificação final do G4: 

1- Nacional
2Fast
3- Penarol
4- Iranduba

2013 

Campeão do primeiro turno: Princesa

Campeão do segundo turno: Nacional

Classificação final do G4:

1- Princesa
2- Nacional
3- Fast
4- Penarol

2014


Campeão do primeiro turno: Princesa


Campeão do segundo turno: Nacional

Classificação final do G4:

1- Nacional
2- Princesa
3- Fast
4- Nacional Borbense

2015

Classificação final do G4: 

1- Nacional
2- Princesa
3- Fast
4- Penarol

2016

Classificação final top 4

1- Fast
2- Princesa
3- Nacional
4- Rio Negro
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2010-2016

Nacional: 7 vezes (três títulos)
Fast: 7 vezes (um título)
Penarol: 5 vezes (dois títulos)
Princesa: 5 vezes (um titulo títulos)
Rio Negro: 1 vez
São Raimundo: 1 vez
Iranduba: 1 vez
Nacional Borbense: 1 vez

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domingo, 14 de maio de 2017

5 curiosidades que você não sabia sobre o Nacional Futebol Clube

O Arena Baré apresenta seu segundo episodio da serie sobre curiosidades dos clubes. Depois de mostrar sobre o Rio Negro, agora chegou a vez do Leão da Vila Municipal, o Nacional Futebol Clube. 

CONFIRA MAIS: 5 curiosidades que você não sabia sobre o Rio Negro

Você sabia que Edson Piola tem a marca de gol mais rápido do time? Que o Naça tem dois mascotes e não somente o leão? Sabia que ele tem um título internacional? Ou que o brasão se espelhou no brasão de armas polonês? Que o craque Rivelino já jogou um amistoso pelo clube? Então senta ai, seja legalzinho e confere essas curiosidades marcantes.
Edson Piola 


Edson Piola, este homem é lembrado por seu gol aos 20 segundos do 1° tempo, no jogo Nacional 1-2 Rio Negro, disputado no dia 26 de Novembro de 1967, marca que jamais foi superada.


A Águia da Vila Municipal 



Todos sabem que o mascote do time é o leão, mas nem todos sabem que a águia também é um dos animais queridos pelo clube da estrela azul. Seria ela a mais viável ao clube, que, procurou prestar homenagem a nação e também a exuberante floresta amazônica, pois existe uma espécie de águia que vive na Amazônia, ameaçada de extinção.


Conquistas 



O Leão do Amazonas possui 46 títulos em toda sua história, sendo eles 43 campeonatos amazonenses,1 Torneio Centro/Sul x Norte/Nordeste, 1 Torneio Pacto Amazônico, e 1 de destaque internacional, que foi a Copa Rei Fahad no Marrocos.


Brasão Polonês 





O escudo do Nacional foi desenhado em 1913 por Coriolano Durand, e ele inspirou-se no Brasão de Armas Polonês.



Rivelino no Naça




Rivelino, eterno craque da seleção brasileira, já disputou um amistoso pelo Nacional contra o Remo no dia 19 de Julho de 1970, com um empate de 1-1.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Desculpas que torcedores usam depois da punição sofrida por Nacional e Rio Negro

Nos últimos dias explodiu o caso de jogadores irregulares no nosso querido Barezão, O Nacional acabou perdendo 20 pontos e ficou oficialmente rebaixado, o Rio Negro perdeu 7 pontos, caiu para sexta colocação e ficou de fora da briga pelo G4. Outros clubes como o Penarol, que tem até jogador atuando com contrato irregular ainda está na mira do tribunal. Fast e São Raimundo suspensos por não pagamento de multas ao TJD-AM se juntam a esse grupo de clubes que acabaram frustando a competição que entregava bastante no seu equilíbrio.

CONFIRA MAIS: O julgamento do século 

Mas de quem é a culpa nessa historia? Vale ressaltar, se há algum culpado, com certeza não é o tribunal que está lá justamente para aplicar as leis. Os culpados são os próprios clubes que demonstraram todo o seu amadorismo. 

Seguindo toda essa repercussão negativa, o Arena Baré buscou algumas declarações dos torcedores no Facebook culpando os que aplicam as leis e passando a mão na cabeça daqueles que realmente tem culpa no cartório, algo bastante lamentável né amiguinhos? Vamos parar de ser cegos quando o assunto é a respeito do seu time? 

Confere algumas perolas: 


1- ''AMAZONENSE SEM O NACIONAL É COMO CAGAR E NÃO LIMPAR O C#''

Bela referência 
2- DA SERIE: A CULPA É DE QUEM APLICA AS LEIS



                   
          Com certeza

3- PAI E FILHO

                                          TribuFast

4- '' ACABEM COM O FUTEBOL AMAZONENSE''


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