quinta-feira, 18 de maio de 2017

O RIO-NAL


Das 100 edições disputadas do amazonense, 59 títulos foram conquistados pela dupla Rio Negro e Nacional. O clássico conhecido como Rio-Nal, o mais antigo derby amazonense e da Região Norte, o de maior expressão no estado, de uma história centenária, de um lado o Galo (16 títulos), do outro o Leão (43 títulos), ninguém nunca sabe como vai acabar, mas espera-se sempre uma partida intensa, e a vitória certamente é um grande motivo de orgulho, afinal, nada mais saboroso que vencer o maior rival. 

Bom, a introdução foi empolgante não é mesmo? Agora imagina que no passado realmente existia essa euforia e todas essas características realmente faziam sentido.

O clássico atraia multidões, era tão famoso como um Fla-Flu no Rio De Janeiro (guardada as proporções)  ou olhando para o nosso vizinho mais próximo, o clássico Re-Pa. 

Os jogos tinham um amplo interesse do público, era um verdadeiro motivo de orgulho regional. O apelo era tão grande que os torcedores mais velhos se lembram de jogos com mais de 40 mil pessoas na época de ouro do estádio Vivaldo Lima, o nosso vulgo Vivaldão.

Porém com o passar dos anos, mais exatamente no fim dos anos 80, o futebol amazonense infelizmente foi se deteriorando, perdendo a qualidade até chegar nos seus últimos relances, o mais recente, a atuação empolgante do Naça que foi eliminado pelo vasco em 2013, pelas oitavas de finais da Copa do Brasil.


O Nacional (nome utilizado por que no início só aceitavam-se jogadores brasileiros) já frequentou a série A do Campeonato Brasileiro  14 vezes, de 1972 à 1982, 1984 à 1986.

Já o Rio Negro, esteve na primeira divisão do brasileiro 6 vezes, de 1973 à 1976, 1979, 1983.

Primeiro Clássico 

O primeiro Rio-Nal aconteceu no dia 14 de Março de 1914, no histórico estádio Bosque Municipal, valido pelo primeiro Campeonato Amazonense, o nosso Barezão ainda nem sabia andar direito, era apenas uma bebê.

O confronto foi um massacre, o Nacional venceu por 9 a 0 com gols de: Cícero (5x), Paulo (3x) e Cazuza (1x). Segundo historiadores, o Rio Negro tinha uma equipe formada por muitos garotos e que essa inexperiência acabou pesando no resultado da partida.

A maior goleada 

Os primeiros confrontos não foram positivos para o Galão da Massa MESMO. Ainda na edição de 1914, o Nacional voltou a golear, mas dessa vez pelo placar de 12-0, o atacante Cícero voltou a dar show e anotou novamente 5 gols na partida. Os outros gols foram: Linares (3x), Cazuza (3x), Paiva (1x).


No primeiro tempo, o Rio Negro jogou com apenas 9 jogadores, e o curioso, é que com dois jogadores a menos, o Barriga Preta terminou a primeira etapa perdendo por apenas 1 a 0. Já no segundo tempo, o Galão veio com time completo e tomou a lavada de ONZE gols.

A menor torcida que aguente o sol 

Depois que o Vivaldão foi construído, a rivalidade entre as duas equipes só foi ficando mais forte. Inevitavelmente, as duas torcidas não se aturavam juntas, confusões aconteceram e decisões para que cada uma fosse para um canto do estádio acabou acontecendo. Detalhe: o Nacional não pediu permissão e ficou com o lado confortável do Vivaldão, justamente o que não pegava sol e era coberto. Como consequência, o Rio Negro ficou com o lado escaldante do estádio, e quem é do Amazonas sabe muito bem como é QUENTE a nossa cidade. Mas o torcedor do Galão na se intimidou e no fim da historia acabou adotando esse lado até quando enfrentava times com torcidas menores.  

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As três maiores goleadas no futebol profissional

18 de fevereiro de 2012: Nacional 7x0 Rio Negro 

22 de agosto de 1965: Rio Negro 7x2 Nacional

13 de fevereiro de 2005: Nacional 7x3 Rio Negro 

O Rio Negro, em 2017, obteve uma quebra de tabu, que já durava 15 anos, vencendo por duas vezes o clássico. Seu último título de campeonato amazonense aconteceu em 2001. O time em 2016, liderado por Aderbal Lana, apesar de todas as dificuldades, foi capaz de chegar as semifinais, apesar de um elenco envelhecido, que ao contrário de seu rival, não se manteve sempre no topo do futebol amazonense, por vezes foi rebaixado, enfrentou sérios problemas com dívidas, entre idas e vindas de direções amadoras que só fizeram mal a grande historia do clube. 

Desde 1963, o clássico aconteceu 185 vezes, com 73 vitórias para o Nacional, 46 para o Rio Negro, 62 empates. Dos 373 gols, 217 foram feitos pelo time da Vila Municipal, 158 anotados para o Barriga Preta.

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