sexta-feira, 5 de maio de 2017

Desabafo de uma torcedora


Dizem que nossos pais influenciam a gente em relação ao futebol, talvez seja verdade. Meu pai era flamenguista, algumas pessoas arriscam falar que era doente. E eu? Vascaína roxa.  É, parece que meu pai não teve influência sobre meu time, mas de alguma maneira me levou para o futebol carioca.

Sinceramente eu não sei o motivo, se foi a cruz, o barco, mas um belo dia acordei, olhei para minha mãe e disse ''sou Vasco''. Pronto, daí em diante fui desenvolvendo uma paixão. Mas o amor verdadeiro veio na copa de 2002, última vez que o Brasil levou o título, e a única que eu vi. E é justificável, como é que não se apaixona por um show daqueles?

Comecei a querer entender quando as pessoas diziam que os jogadores estavam impedidos, queria saber com quem a bola estava quando o Galvão dizia que Kaká tinha passado pro Gaúcho, então comecei a ler, assistir e aprender um pouco, ou nada, HAHAHA!

A questão é que sempre vi meus primos mais velhos, meus tios, os amigos da minha mãe falarem no futebol paulista, carioca, gaúcho. Mas nunca escutei falar do Tufão, ou do Rolo Compressor, a dupla Rio-Nal, não antes de eu crescer, pelo menos. No fundo acho que faltou uma pontada de influência, de (re) conhecimento para eu ter amado o futebol baré desde o berço.

Acho engraçado como valorizamos o que temos fora de casa e esquecemos o que temos dentro. Às vezes gosto de comparar o futebol amazonense com um casamento: Se temos uma mulher boa em casa e vamos atrás de outra na rua, sem dar a ela o devido valor, eventualmente, ela começará a não fazer mas as coisas boas, até que chegue uma época que a gente não lembra mais que teve algo bom um dia, então ficamos só observando o declínio do nosso casamento sem fazer nada para salvá-lo e, no final de tudo, trocamos de esposa e esquecemos a que tivemos antes.

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