segunda-feira, 29 de maio de 2017

Clássico Pai e Filho: o dia em que o Nacional deu cria


Quem conhece o Nacional Futebol Clube e o Nacional Fast Clube (literal em?) deve saber exatamente onde a história de cada um começa a ser escrita, O que talvez muitos não saibam é que o Fast nada mais é que a cria do Nacional. O paizão hoje tem uma relação pra lá de conturbada com seu filho, digna de uma canção ''Cleanin' Out My Close'', mas com suas devidas diferenças é claro, o Eminem para a mãe, o Fast dedicado para o seu pai. Hoje o clássico vive de suas historias e sofre com a melancólica realidade do presente.  

Parecia que tudo ia muito bem na vila do Leão do Amazonas  até que em determinada Assembleia Geral solicitada pelo capitão do time, zagueiro Rodolpho Gonçalves, o Dr. Waldemar Pedrosa, membro do Conselho Superior do clube, propôs que fosse alterado um dispositivo estatutário que obrigava o atleta a pagar mensalidade de cinco mil reis e sem direito a voto, mudando assim a autonomia e liberdade dos jogadores que não ficaram lá muito animados com a ideia. 

Inconformados com a maneira que o clube vinha sendo administrado, alguns dirigentes do Nacional resolveram desmembrar o clube e criar um novo. Assim nasceu o Rolo Compressor, filho primogênito e unigênito do Nacional, trazendo para a o futebol baré um dos maiores clássicos da história.  

O grandioso Nacional ganhou então um concorrente forte, juntos, os times protagonizaram grandes partidas e chegaram a estar na série A. O clássico costumava atrair um público amplo, a torcida ia em grande número para os estádios, principalmente nos anos de 1970 e 1980, quando teve o seu auge.

Primeiro Clássico:

O primeiro Pai-Filho aconteceu ainda em âmbito amador, em meados de 1932. O confronto profissional veio apenas em 1966, onde o tricolor levou a melhor vencendo por 1x0. 

O maior vencedor: 

Dos 132 duelos disputados pela dupla Nal-Fast, o Nacional levou não apenas o maior número de vitórias como também o maior saldo de gol e a maior goleada da história do clássico. O Leão Venceu 74 vezes, empatou 30 e perdeu apenas 29 jogos. Com o total de 331 gols marcados pela equipe, o Nacional fez história sobre o Fast no dia 14 de junho de 1942, quando venceu por 10x0.

Grandes finais:

As equipes protagonizaram juntas 11 finais do Campeonato Amazonense nos anos de 1964, 1965, 1968, 1969, 1970, 1972, 1976, 1977, 1991, 2007 e 2012.

Sucesso de Público: 

As duas equipes também protagonizaram os principais duelos da Taça Amazonas, que foi sucesso de público e renda nos anos 60 e 70. Ao todo foram 4 finais, onde cada clube conseguiu duas vitórias.


2017

Um clássico permanece sendo um clássico mesmo com anos de história, certo? É claro que sim, mas Fast e Nacional também sentiram o amargar do Futebol Amazonense. 

Pela terceira rodada do primeiro turno, o confronto que antes lotava os estádios, levou para as arquibancadas 904 torcedores, o que foi o maior público do Barezão até o momento, com um detalhe muito importante: a rodada era dupla, ou seja, havia outro jogo, mais torcedores que contribuíram com esse número.

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